Três arquiteturas
Um proxy configurado numa aplicação retransmite geralmente o tráfego dessa aplicação. Pode alterar o endereço IP visto pelo destino, mas a sua encriptação depende do protocolo utilizado entre o cliente e o proxy.
Uma VPN abrange o tráfego que o sistema ou a aplicação encaminha pelo túnel. O Tor Browser envia o tráfego de navegação pela rede Tor, onde vários relays separam tanto quanto possível a origem do destino.
| Critério | VPN | Proxy | Tor Browser |
|---|---|---|---|
| Âmbito habitual | Sistema ou aplicação VPN | Aplicação configurada | Navegação no Tor Browser |
| Intermediário | Fornecedor de VPN | Operador do proxy | Vários relays |
| Velocidade | Variável | Variável | Frequentemente mais lenta |
| Anonimato garantido | Não | Não | Não é absoluto |
Fontes e referências
Quando faz sentido utilizar uma VPN
Uma VPN é adequada para reduzir a exposição à rede local, utilizar outro endereço de saída e abranger várias aplicações com uma aplicação nativa. Em contrapartida, o fornecedor torna-se um ponto concentrado de confiança.
Analise a política de dados, a jurisdição, o âmbito do software e a forma como as afirmações são verificadas. Um preço alto ou baixo não é prova técnica.
Quando um proxy é suficiente
Um proxy pode ser útil para uma necessidade limitada a uma aplicação ou navegador. É fácil esquecer que outro fluxo não está a passar por ele.
Uma extensão VPN para navegador pode comportar-se tecnicamente como um proxy seguro. Deve então ser descrita como proteção do navegador, e não como um túnel para todo o dispositivo.
O que o Tor altera
O Tor reduz a confiança depositada em qualquer relay individual: o relay de entrada conhece o seu endereço sem conhecer o destino final, enquanto o relay de saída vê o destino sem conhecer diretamente o seu endereço original.
O Tor Browser também altera o comportamento do navegador para limitar o rastreio. Contudo, iniciar sessão numa conta pessoal, modificar extensivamente o navegador ou abrir um ficheiro fora do Tor pode reduzir os benefícios pretendidos.
Escolha com base no risco
Para uma rede pública e aplicações quotidianas, uma VPN corretamente configurada pode ser a escolha mais prática. Para investigação que exija uma separação mais forte entre origem e destino, o Tor pode ser mais adequado, apesar de ser mais lento.
Para uma única tarefa numa aplicação, um proxy de confiança pode ser suficiente. Em todos os casos, continue a utilizar HTTPS e não apresente nenhuma ferramenta como garantia de anonimato.